quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Amadora

Qual Paris, Londres ou Nova Iorque! A cidade que está "a dar" é a Amadora! Não pelas suas paisagens, ou arquitectura, ou Castelos Altaneiros, mas sim pelo festival de Banda Desenhada.

Lisboa é Lisboa, é a minha cidade! Viu-me nascer e espero que me veja morrer. Pelo menos o jazigo da família encontra-se aqui. Nem sei se tenho lugar, tenho de confirmar. Mas aos poucos a Amadora tem subido lugares no ranking das minhas preferências. Tiro o chapéu aos amadorenses, principalmente aos que estão ligados ao festival, que são praticamente todos os habitantes da cidade.

Fui sempre muito bem tratado nestas paragens e foi depois de ter recebido um prémio no Amadora Cartoon que me dediquei mais aos bonecos. Concorri mais vezes até ter esgotado a idade. Depois dos 30 acabou-se a brincadeira, já não se pode concorrer. Estes dois desenhos que fui buscar ao baú participaram num desses concursos. O tema desse ano eram os Super-Heróis e aproveitei o embalo da polémica da altura, do deputado Batman que fazia viagens fantasma. Mais tarde veio a saber-se que as viagens fantasma eram comuns e que havia muitos Batman entre os senhores deputados.
Hoje em dia seria impensável, os deputados são pessoas sérias.

Lanço aqui estes dois cartoons, feitos a ecoline (ainda não tinha computador) só para não pensarem que este blog fechou de vez com as comemorações do primeiro ano de existência.

Esta greve dos Super-Heróis não teve saída nenhuma. Na altura achei piada e continuo a achar. Devo ser o único...

Depois de tantos anos no papel de concorrente, este ano tive o privilégio de fazer parte do júri. Nunca percebi muito bem as escolhas do juri e continuei sem perceber.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

1 Ano de Blog

Este blog festejou dia 13 um ano de existência. Foi jantar ao McDonald's com os amigos. Um ano de um cão equivale a 7 anos de um homem. Um ano de um blog equivale a 35.

O objectivo é chegar aos 70 com saúde. Tudo começou em 2008 com um post sobre o Obama. Nessa altura o blog não tinha noção da trabalheira que dava alimentar-se. O blog está cansado mas motivado para continuar. Vai pensar post a post. Falo sobre este blog, como um jogador de futebol, na terceira pessoa, como se não tivesse nada a ver com ele. E não queria ter nada a ver com ele. O raio do blog dá mais trabalho do que um filho! É chato como a potassa. Agora que já tem um ano, ou seja 35, já pode escrever uns palavrõezitos... não é meu cabrão?! (o blog).

Passado um ano é tempo de balanço. Vou fazer um levantamento das vantagens e desvantagens em ter um blog:

Vantagens: é fixe

Desvantagens: trabalheira, canseira, frustração, desespero, perda de tempo, inutilidade, inimizades, figura de parvo, calos nos dedos, artroses nas mãos, arranjar amigos virtuais e não de carne e osso, arranjar inimigos virtuais e não de carne e osso, receber mails insultuosos, receber ameaças de morte… resumindo, dá trabalho e não serve rigorosamente para nada.

Depois deste balanço o argumento “é fixe” ganhou com 62,3% dos votos. Siga a Marinha!

Agradecimentos:
À minha mulher que trata da casa enquanto eu escrevo posts.
A todos os comentaristas que vão passando por aqui.
Destaque especial para o comentarista “Video man” fiel desde o primeiro post e que vai receber como prémio de regularidade um Audi Q7.

Um beijo especial à comentarista vendedora de produtos dietéticos pelos mal entendidos.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Senhora Aparência

As pessoas vivem obcecadas com a sua aparência. Nem na época de Luís XIV com aquelas perucas brancas e pó de arroz se dava tanta importância ao visual. A preocupação com a imagem está por todo o lado, o raio da imagem tomou conta de nós. Quando vejo amigos meus irem a salões de estética aparar as sobrancelhas percebo que o caso é grave. Até o merceeiro da minha rua tem um PT (personal trainer), anda de manga cava e de um ano para o outro deixou de ter pêlos. Está tudo doido!

Há um SPA em cada esquina, os solários proliferam e os ginásios estão à pinha. O tipo que inventou aquelas passadeiras eléctricas deve estar milionário. Não há dúvida que as pessoas se arranjam muito melhor, investem muito na embalagem e muitas impressionam até abrirem a boca.

O problema são os exageros. Quando começam com as plásticas está tudo estragado. Acabam mesmo por ficar de plástico. Quando riem o pé levanta! Aquelas mulheres maravilhosas das revistas não existem, são feitas em photoshop. Esqueçam, nunca vão ficar iguais!

Qual é o mal de uma ruguita ou outra? Há que saber envelhecer. Quem me dera não ter espondilose ao acordar. Não vale a pena disfarçar a idade com botox e depois não se poder rir de uma anedota.

Os homens estão cada vez mais femininos e as mulheres vice-versa. A tendência é para que um dia deixe de haver sexos e fique tudo igual. Um ser híbrido andrógino que joga futebol de pochette e chora a ver novelas. Nessa altura, esta discussão do casamento dos homossexuais já não interessa.
De braço dado com a aparência física está a aparência monetária. O importante é parecer-se rico, mesmo que se esteja na bancarrota. Um bom carro normalmente resulta, independentemente de se viver numa barraca!

Mas quem foi o gajo que inventou o dinheiro? Era capaz de o matar! O dinheiro traz ao de cima o pior que há nas pessoas! O dinheiro não traz felicidade, está provado! Traz uma coisa muito parecida, mas não é felicidade!

Dá muito jeito ter dinheiro! Quem me dera ter muito dinheiro! Muito mesmo! Se ganhasse o Euromilhões era menino para pagar uma rodada de imperiais aos meus amigos. Vá lá, aos 3 mais próximos. Se ganhasse 5 vezes consecutivas o Euromilhões aí sim, vinha ao de cima a minha generosidade e comprava 11 bons jogadores para oferecer ao Sporting. (Ai, que me descuidei! Tinha prometido não falar no tema)

Quando vejo o programa dos Ídolos penso “Meus Deus, afinal a Maitê Proença tinha razão. Somos mesmo um povo de Azeitólas!” como diz o outro.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Troca de galhardetes

Ao contrário do Ziraldo (famoso cartonista brasileiro) que acha os blogs, twitters, facebooks e os chats uma chatice onde só vão frustrados que não conseguem arranjar amigos de outra maneira, eu acho que vale a pena estar com um pé, ou mesmo com a cabeça, na World Wide Web, desde que seja na dose certa.

Já arranjei trabalhos via Facebook e ter um blog é uma óptima maneira de conhecer pessoas e de fazer amigos por este mundo fora, mesmo que virtuais.

Um desses amigos que fiz via net foi o Tiaggo Gomes, um excelente caricaturista brasileiro com quem tenho conversado via messenger.
Numa dessas conversas ele desafiou-me para fazermos uma troca de caricaturas. Este é o resultado. A de cima é a minha, a que lhe fiz e a de baixo vice-versa.

Foi simpático, fez-me uma lipoaspiração na barriga e poupou-me nas entradas. Do nariz grande já estava à espera, mas mesmo assim podia ter sido pior! Obrigado a minha auto-estima não se agravou com este boneco.

Podem ver o blog do Tiaggo aqui.

Neste fim-de-semana que passou estive na Amadora BD a fazer caricaturas ao vivo juntamente com o Ricardo Galvão, Rui Duarte, Zé Oliveira, Santiagu e Gon. Mais uma vez organizado pelo Osvaldo Macedo de Sousa, o comissário do AmadoraCartoon. Podem ver mais pormenores aqui!
Num dos raros momentos de pausa, pus-me a jeito para o Rui Duarte fazer a minha radiografia. Este é o resultado. Fez isto em 3 minutos. O Rui Duarte é um mestre da caricatura, ao vivo e ao morto, apesar de ser adepto do FC Porto. Podem ver o seu blog aqui. Obrigado Rui!

Já que estou nesta temática narcisista remato com esta auto-caricatura que já fiz há algum tempo. Já está um bocado desactualizada. Desde então o nariz cresceu ainda mais.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Maitê Proença

A Maitê Proença conquistou um lugar no meu coração depois dos últimos acontecimentos. Um “lugar no coração” talvez seja exagero, mas conquistou, como se pode ver, um lugar aqui no blogue. Teve direito a um cartoon só para ela, uma oferta especial.
 
Estive na dúvida, para motivo de análise, entre a Maitê e o Saramago. Acabei por optar pela primeira por me parecer uma mulher mais interessante. O Saramago não é uma mulher interessante. Até tem melhores atributos para uma caricatura mas não me quero meter com uma pessoa que sabe que Deus não existe. Mais ninguém no mundo sabe, nem cristãos, judeus, muçulmanos ou hindus, só o Saramago! Foi Deus que lhe disse que não existia. Até concordo com o Saramago, acho que Deus não existe na vida dele, daí não o conhecer. E quem sabe no dia em que sejam apresentados, Deus também não o conheça.
 
Mas percebo o pânico do Saramago quando leu no “Manual de Maus Costumes” que este Deus cruel que não existe, dá prioridade aos simples e aos humildes. Como sabemos o José Saramago não é uma coisa nem outra, é demasiado VIP neste planeta para ficar numa reles lista de espera para entrar no céu.
 
Será que algum daqueles suecos que lhe atribuiram o Prémio Nobel, alguma vez leu um livro seu?!
 
Enfim, chega de Saramago e vamos seguir em frente com o tema quente Maitê Proença.
Só quem nunca foi ao Brasil é que acha que os brasileiros têm respeito ou admiração pelos seus ex-colonizadores. Somos os seus “alentejanos”, somos motivo de galhofa, de anedotas e de chacota permanente. Somos um povo de padeiros, que trabalham no duro. Isso não é lá muito bem visto no Brasil.
 
Foi um exagero a reação que  aquele filme desencadeou. Com é que ela haveria de saber que um 3 ao contrário é um símbolo maçónico?!? Não se pode ter tudo, a Maitê tem em beleza o que lhe falta em neurónios. 
 
Como vi o filme com o rótulo do maior escândalo da humanidade depois do holocausto, não fiquei muito impressionado. Já a explicação que deu aos portugueses a justificar-se que é uma brincalhona é que me transtornou. Aquela conversa é para mentecaptos, é para atrasados mentais. Aí é que ela se revelou e mostrou bem o que pensa dos portugueses. Pelos vistos nem o Miguel Sousa Tavares a fez mudar de ideias.
 
Gostava de ver a Maitê Proença a fazer este tipo de “brincadeirinhas” num país tipo Iraque ou Afeganistão. Ou o Saramago a falar do Corão da mesma maneira que fala da Bíblia. Aí sim, tirava-lhes o chapéu!
 

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Terrorismo 3

Mais um cartoon sobre terrorismo para fechar de vez este tema aqui no blog. Neste caso, sobre terrorismo doméstico. Quem tiver um terrorista em casa vai perceber melhor a piada ou a falta de piada deste cartoon, porque conviver diariamente com um terrorista não tem piada nenhuma.
Quem costuma apregoar "Ai o meu miúdo é cá um terrorista!" é porque não sabe do que fala. Quem realmente teve o azar de lhe sair na rifa um filho terrorista não fala no assunto.

Este cartoon já tem uns anos, tive de lhe dar uns retoques para o apresentar aqui no blog. Na altura em que o fiz achei piada, mas hoje em dia acho-o demasiado realista. Na altura não sabia que se tratava de um cartoon premonitório e que aquele pai seria eu uns anos mais tarde.

Em relação ao verdadeiro terrorismo, se estivesse provada a história das 72 virgens após o martírio até punha a hipótese de mudar de ramo. Já tinha um alvo escolhido e tudo, um lugar apinhado de infiéis que ultimamente tem registado consideráveis enchentes: Estádio da Luz.

Alguém que perceba alguma coisa de blogs pode-me explicar porque raio a data que fica registada no dia do post não corresponde à data em que posto?! Fica com a data de três dias antes?!? Como é que se regula a data desta palhaçada?

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Scolari


Foi um momento de inspiração (inédito) do sarapintado Sr. Madaíl, quando se lembrou de contratar o Luiz Felipe Scolari para seleccionador Nacional. Antes da Era Scolari estávamos sempre de máquina de calcular em punho, habituados a fazer contas de matemática, à espera de um milagre que não aparecia. Ainda não contávamos com a adjunta Nossa Senhora do Caravaggio.

Com ou sem a ajuda da santinha, Scolari colocou Portugal no mapa do futebol e virou do avesso os interesses vigentes. Não foi em conversas e deixou várias vezes o Pinto da Costa a espumar da boca. Ao contrário dos intelectuais da bola cá da praça e do já referido Pinto da Costa o povão gostava do Felipão. Eu não ligava nada à selecção antes dele aparecer. Para preocupações e neuras futebolísticas bastava-me o Sporting.

Senti-me orfão e abandonado quando o sargentão partiu. Ainda pior fiquei quando soube quem era o padrasto que o ia substituir. O sonho acabou e o futebol português voltou à estaca zero. Jogos deprimentes, Apitos Dourados, os piores árbitros do mundo, estádios vazios, couratos sensaborões... voltou tudo ao normal.

Uma carica (como dizem os brasileiros) e um esboço em jeito de homenagem.