quarta-feira, 24 de abril de 2013

The Lisbon Studio


Com o atraso de quase um ano, assim vai este blog desgraçado, venho por este meio comunicar que faço parte do The Lisbon Studio, um colectivo de autores de BD, ilustradores, realizadores, argumentistas, e agora com a minha entrada, também contrabandistas. 

Na imagem, da esquerda para a direita, Pedro Brito, Jorge Coelho, Nuno Saraiva, eu, Filipe Andrade e André Oliveira, mestres que dispensam apresentações. Aquela cabeça no meio é do Orlando, um autor que se atrasou a pagar a renda.

Para além dos autores da foto ainda fazem parte do ramalhete do TLS as seguintes personalidades: Ana Branco, Ana Freitas, Joana Afonso, Marta Teives, Nuno Duarte, Pepe del Rey e Ricardo Cabral.


O facto de aqui residir permitiu-me participar em vários projectos que sairam de iniciativas desta comunidade. 


Esta BD por exemplo saiu na revista Cais, e pela primeira vez desenhei um argumento de outra pessoa, do Mestre André Oliveira. O tema tinha a ver com a igualdade dos sexos.


Esta ilustração foi para a Exposição "BD ao Forte" incluída na Desenha'12. Calhou-me o soldado peão do sécúlo XIV. Outros autores fizeram outros guerreiros de outras épocas.


Também participei numa exposição colectiva do The Lisbon Studio, na livraria Buchholz em Lisboa. 


Cada autor decorou uma parede à sua maneira e fez um postal representativo do seu trabalho.

Muitos projectos colectivos e individuais dos membros do TLS estão na forja e sempre que puder divulgarei aqui. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Penela 2012

Participei este ano na 3ª Bienal de Humor Luís d'Oliveira Guimarães – Das Letras e Jornalismo – Penela 2012 – e tive o privilégio de ser um dos premiados. Arrecadei a segunda estatueta com esta caricatura do António Lobo Antunes. Fico-lhe a dever um livro, ou seja, vou ter que ler um livro deste rapaz como agradecimento pelo facto de ter servido de modelo.


O 1º prémio foi para o trabalho "Book Sea" do cartoonista arménio Haroutium Samuelian (à esquerda) e o 3º para um "José Saramago" do colombiano Omar Turcios (à direita) que dispensa apresentações. O Turcios é um monstro sagrado da caricatura, cartoon e ilustração do qual sou fã, e como se não bastasse, é uma simpatia. Ficou atrás de mim na tabela classificativa, eh eh eh!


Na cerimónia da entrega dos troféus, aproveitei para mandar um piropo ao Osvaldo e agradecer tudo o que tem feito pelo humor gráfico em Portugal. Que continue assim, a promover esta actividade por muitos e bons anos.


Fomos muito bem recebidos e bem tratados pela a organização deste evento, a Câmara Municipal de Penela, a família Oliveira Guimarães e a Humorgrafe.


As Menções Honrosas foram para o Santiago (na foto ao fundo de óculos), para o Pedro Manaças (último da fila), para o Rui Duarte e para o Agim Sulaj da Albânia (ausentes).


O programa durou dois dias e incluiu uma sessão de Yoga do Riso, uma tertúlia, e duas festas da caricatura, uma no sábado outra no domingo e uns comes e bebes do melhor que há, oferecidos pela família Oliveira Guimarães no seu palacete. 

Esta imagem é da sessão de caricatura ao vivo na manhã de domingo (2 de Setembro de 2012). Como podem ver a festa foi concorrida, a terra estava em festa, estou para ali perdido no meio da multidão. 
O Zé Oliveira, o Onofre Varela e o Zé dos Alicates compuseram o ramalhete de caricaturistas juntamente com os autores premiados já citados, para uma maratona de 3 horas a desenhar os transeuntes. Mais de 20 bonecos por caricaturista.

Este Mia Couto foi o segundo boneco que fiz para este salão. O facto de ser a preto e branco é um requisto técnico obrigatório do regulamento que dá muito jeito.

Esta exposição está neste momento na Galeria da Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa para quem a quiser visitar, e estará patente ao público até 29 de Novembro.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Rojatoons

 
Rojatoons, La Otra Cara de los Campeones del Mundo, é o novo livro da Prime Books, mais uma vez sobre futebol, com histórias, caricaturas e cartoons, no qual participo com bonecada.
Desta vez resolvemos exportar o conceito das “Caretas” para outras paragens, não muito longínquas, mais precisamente para o país vizinho dos nuetros hermanos, companheiros de península.
Pois é, a editora Prime Books, com a perspicácia habitual, apostou no cavalo certo, num livro de histórias e desenhos sobre La Roja, a Selecção Espanhola de Futebol.
O livro foi lançado e distribuído em Espanha antes do Euro começar e parece que está a ter boa aceitação, já vai para a segunda edição.
Se imaginassem que foi feito por três tugas...
Os textos mais uma vez ficaram a cargo do Luís Miguel Pereira, desta vez traduzidos para espanhol, o Ricardo Galvão ficou com o pelouro das caricaturas e aqui a minha pessoa ficou com o pacote dos cartoons, 30 ao todo. Infelizmente o Carlos Laranjeira por motivos de agenda não participou neste projecto.
Espero que o entusiamo da vitória neste Euro 2012 dê aos espanhóis vontade em comprar livros de caricaturas e cartoons sobre a sua selecção.
Quem quiser um exemplar vai ter de ir a Espanha, não está à venda em Portugal.
Os cartoons que fiz, baseados nos textos do Luís, vão desde os primórdios anos 20, passando pela guerra civil e ditadura franquista até aos dias de hoje. 
Este é sobre o Polvo Paul que apostava sempre, e com razão, na vitória da Espanha.
Este último cartoon é sobre a história do famoso beijo do Casillas à sua namorada em directo na TV.
As caricaturas do Ricardo Galvão estão ao melhor nível como sempre.

Espero que gostem do livro (os espanhóis).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cartoons Exame Informática

Ainda não peguei num lápis ou numa caneta em 2012!!! Nem a Trokia, nem o Schettino e muito menos o Sporting têm sido motivo suficiente para me fazer sair do marasmo.

Aproveito a ocasião para divulgar aqui no blog alguns trabalhos do ano transacto.

Estes cartoons foram feitos para uma campanha promocional da revista Exame Informática em que tive a honra de ser o cartoonista de serviço.
Estes desenhos foram utilizados em vários suportes de comunicação para divulgar a revista, com piadas sobre o universo da tecnologia, numa de posicionar a Exame Informática como "uma marca inteligente mas divertida, especialista mas acessível" (citando).

Em relação a estes cartoons, o traço e os bonecos são meus mas as ideias não. Segui um guião e ilustrei. Se não gostarem das piadas não me atirem pedras que não tenho nada a ver com isso.
A tecnologia não é o meu forte (pôr este blog a funcionar foi um milagre), não tenho aquele jeito natural para as máquinas como a rapaziada de hoje em dia que nasce formatada para mexer em gadgets. Mas isso não invalida que não possa fazer piadas sobre o assunto, ou ilustrar piadas sobre o assunto.

Este último cartoon, aliás o esboço deste último cartoon não foi escolhido para a campanha, mas como gostei da ideia, resolvi finalizá-lo por conta própria com cor e tudo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Jazz.pt

Este ano, no que a bonecos diz respeito, houve uma certa crise por estas bandas, arrumei temporariamente os lápis, os pincéis e também a caneta digital e dediquei-me a actividades mais rentáveis como por exemplo trabalhar.

Não estive completamente parado, fui fazendo o que ia aparecendo como por exemplo estas caricaturas para a revista Jazz.pt.

O primeiro boneco que fiz foi o Keith Jarrett.

Para quem não sabe o Keith Jarrett é só o melhor compositor/pianista de Jazz de todos os tempos.

Eu não sabia.

Para me inspirar, arranjei um CD do Keith Jarrett que ia ouvindo à medida que ia avançando com o desenho. Achei que o CD estava estragado porque havia um perturbante estranho barulho de fundo alheio ao piano. Só mais tarde esclareci com um entendido em Jazz, que o dito barulho eram gemidos do próprio Jarrett. É uma espécie de imagem de marca deste artista, que no entusiasmo das suas actuações, além de se torcer todo, acompanha a música com murmúrios. Equivale aos guinchos da Michelle Brito no ténis.
Sendo uma revista de Jazz, tentei fazer uns bonecos mais de improviso, mais soltos e expressivos. O improviso dá muito trabalho. Para já estão neste ponto, mas se esta colaboração for para continuar espero "improvisar" cada vez mais.

Foi por uma questão de espaço que improvisei um baixo misturado com o braço.

O visado neste caso é o Miguel Amado, um virtuoso baixista do jazz que foi entrevistado para esta revista.
Este é o Vicky Marques, um extraordinário baterista que também foi entrevistado para outro número da mesma revista. Improvisei uma série de mãos para dinamizar e dar movimento.

Este rapaz no contrabaixo é o André Carvalho. Não sei muito sobre ele, como aliás não sei nada sobre ninguém no mundo do Jazz. Nem sabia quem era o Keith Jarrett, uma vergonha.

A revista é a duas cores e o Pantone varia de revista para revista. A cor de base é o preto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tratores

Este ano, por causa da crise, do FMI, da Troika e do Strauss Kahn, não tenho tido muito tempo para os bonecos. Só esporadicamente tenho dado ao lápis e alimentado esse bichinho que me atormenta desde a tenra idade.
Uma das excepções a esse deserto de produção de cartoons, foram uns desenhos que fiz para uma campanha da ANSR - Autoridade Nacional Segurança Rodoviária.
Alguns membros da Feco Portugal - Associação de Cartoonistas, foram convidados a participar em várias campanhas de prevenção e segurança rodoviária lançadas por esta entidade (ANSR).
O primeiro cartoonista em acção foi o Luís Afonso com os "Peões séniores". Eu fui o segundo com os "Tratores agrícolas".
Vão ser sete ao todo.
Em boa hora se lembraram dos cartoons para acompanhar estas mensagens. Como sabem o tuga é especialista na condução assassina, as estatísticas são as piores da europa, há mais probabilidades de se morrer nas estradas portuguesas do que numa guerrilha no Ruanda. Nunca é demais alertar as pessoas para estes temas catastróficos, seja com imagens chocantes seja com cartoons.
Dos vários temas possíveis tinha logo de me sair o dos tratores. É muito mais fácil desenhar uma mota ou uma bicicleta. Mesmo o tema dos jovens inconscientes ao volante era mais apetecível.
Segundo as estatísticas morrem muitas pessoas a andar de trator. Daí ter sido a segunda campanha a sair para a rua. Parece que os tratoristas nāo ligam muito às normas de segurança. Se tivessem este arco de Santo António "obrigatório" como está neste desenho, muito boa gente não morria.
O álcool para variar é outra das causas. A maior parte dos desastres dão-se a seguir ao almoço. O condutor fica debaixo do trator aconchegado pelo vinho.
Fiquei especialista em tratores. Nunca mais me vão ver a andar num trator sem os acessórios de iluminaçao e sinalização de acordo com a lei em vigor.

No dia do lançamento da campanha tive de explicar a uma plateia composta por muitos uniformes da GNR as virtudes dos cartoons. Aquele senhor no meio da mesa era na altura o Secretário de Estado da Protecção Civil. Isto passou-se em Maio por isso, por esta altura, já deve ter arranjado outro... "trator".

quinta-feira, 17 de março de 2011

Barba

Depois de um período sabático de abandono, negligência e desleixo… cá está de volta à sua actividade este famigerado blog! O problema deste espaço é que o seu dono está emocionalmente “linkado” ao clube do seu coração e como devem calcular ultimamente tem andado destroçado, aniquilado, arruinado... sem vontade nenhuma de animar blogs.

O tema de relançamento tinha de ser de arromba para voltar a entusiasmar os leitores, ou seja a minha avó (que Deus a tenha) e a minha mulher (correctora ortográfica à força deste blog).

O tema escolhido foi “A barba”!

Na condição de homem só tenho duas reclamações a fazer: A tropa obrigatória e a barba. Se a primeira já está resolvida, a segunda está longe disso, é um fardo que acompanha qualquer homem, que não seja imberbe, até ao fim dos tempos.

As mulheres podiam ter ficado com este pelouro já que aguentam tanta coisa... a menstruação, as dores de parto, a amamentação, a subida de leite, a menopausa, etc. não custava nada acumularem também esta pasta.
Já que fazem tanta depilação... incluiam a cara no pacote.

Mas não, nãããoooo, a barba tinha de nos calhar a nós!!!!!!

Há um bom remédio para quem não gosta de fazer a barba que é deixá-la crescer. No meu caso não é uma opção. A natureza, às vezes ingrata, dotou-me de uma estranha combinação de cores no que a pelame diz respeito. Tenho o cabelo castanho, a barba preta e o bigode amarelo, tipo sueco. Pareço o António Variações mas sem tintas artificiais.
Andei nessas figuras durante uns tempos, mas fui obrigado a cortá-la por motivos de poluição visual.



Há uma boa solução para este drama que é comprar a nova lâmina da Gillette como podem ver neste filme. Sim, sou eu o Sérgio que tive honra de contracenar mais uma vez com o Nuno Markl.

Aquela barba por fazer não é minha, quem me dera, é caracterização. Foi a simpática menina da maquilhagem, uma artista, a mesma que caracteriza os Gato Fedorento, que simpaticamente me pincelou a cara com uma cola e depois simpaticamente adicionou pêlos verdadeiros que estavam num frasquinho.