terça-feira, 12 de julho de 2011

Tratores

Este ano, por causa da crise, do FMI, da Troika e do Strauss Kahn, não tenho tido muito tempo para os bonecos. Só esporadicamente tenho dado ao lápis e alimentado esse bichinho que me atormenta desde a tenra idade.
Uma das excepções a esse deserto de produção de cartoons, foram uns desenhos que fiz para uma campanha da ANSR - Autoridade Nacional Segurança Rodoviária.
Alguns membros da Feco Portugal - Associação de Cartoonistas, foram convidados a participar em várias campanhas de prevenção e segurança rodoviária lançadas por esta entidade (ANSR).
O primeiro cartoonista em acção foi o Luís Afonso com os "Peões séniores". Eu fui o segundo com os "Tratores agrícolas".
Vão ser sete ao todo.
Em boa hora se lembraram dos cartoons para acompanhar estas mensagens. Como sabem o tuga é especialista na condução assassina, as estatísticas são as piores da europa, há mais probabilidades de se morrer nas estradas portuguesas do que numa guerrilha no Ruanda. Nunca é demais alertar as pessoas para estes temas catastróficos, seja com imagens chocantes seja com cartoons.
Dos vários temas possíveis tinha logo de me sair o dos tratores. É muito mais fácil desenhar uma mota ou uma bicicleta. Mesmo o tema dos jovens inconscientes ao volante era mais apetecível.
Segundo as estatísticas morrem muitas pessoas a andar de trator. Daí ter sido a segunda campanha a sair para a rua. Parece que os tratoristas nāo ligam muito às normas de segurança. Se tivessem este arco de Santo António "obrigatório" como está neste desenho, muito boa gente não morria.
O álcool para variar é outra das causas. A maior parte dos desastres dão-se a seguir ao almoço. O condutor fica debaixo do trator aconchegado pelo vinho.
Fiquei especialista em tratores. Nunca mais me vão ver a andar num trator sem os acessórios de iluminaçao e sinalização de acordo com a lei em vigor.

No dia do lançamento da campanha tive de explicar a uma plateia composta por muitos uniformes da GNR as virtudes dos cartoons. Aquele senhor no meio da mesa era na altura o Secretário de Estado da Protecção Civil. Isto passou-se em Maio por isso, por esta altura, já deve ter arranjado outro... "trator".

quinta-feira, 17 de março de 2011

Barba

Depois de um período sabático de abandono, negligência e desleixo… cá está de volta à sua actividade este famigerado blog! O problema deste espaço é que o seu dono está emocionalmente “linkado” ao clube do seu coração e como devem calcular ultimamente tem andado destroçado, aniquilado, arruinado... sem vontade nenhuma de animar blogs.

O tema de relançamento tinha de ser de arromba para voltar a entusiasmar os leitores, ou seja a minha avó (que Deus a tenha) e a minha mulher (correctora ortográfica à força deste blog).

O tema escolhido foi “A barba”!

Na condição de homem só tenho duas reclamações a fazer: A tropa obrigatória e a barba. Se a primeira já está resolvida, a segunda está longe disso, é um fardo que acompanha qualquer homem, que não seja imberbe, até ao fim dos tempos.

As mulheres podiam ter ficado com este pelouro já que aguentam tanta coisa... a menstruação, as dores de parto, a amamentação, a subida de leite, a menopausa, etc. não custava nada acumularem também esta pasta.
Já que fazem tanta depilação... incluiam a cara no pacote.

Mas não, nãããoooo, a barba tinha de nos calhar a nós!!!!!!

Há um bom remédio para quem não gosta de fazer a barba que é deixá-la crescer. No meu caso não é uma opção. A natureza, às vezes ingrata, dotou-me de uma estranha combinação de cores no que a pelame diz respeito. Tenho o cabelo castanho, a barba preta e o bigode amarelo, tipo sueco. Pareço o António Variações mas sem tintas artificiais.
Andei nessas figuras durante uns tempos, mas fui obrigado a cortá-la por motivos de poluição visual.



Há uma boa solução para este drama que é comprar a nova lâmina da Gillette como podem ver neste filme. Sim, sou eu o Sérgio que tive honra de contracenar mais uma vez com o Nuno Markl.

Aquela barba por fazer não é minha, quem me dera, é caracterização. Foi a simpática menina da maquilhagem, uma artista, a mesma que caracteriza os Gato Fedorento, que simpaticamente me pincelou a cara com uma cola e depois simpaticamente adicionou pêlos verdadeiros que estavam num frasquinho.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Meu 1º Livro do Sporting - 2

Bons tempos hein?! Na Era dos Cinco Violinos ganhámos 7 campeonatos em 8 anos. Quem os viu jogar diz maravilhas destes cinco magníficos. Dizem que foi a melhor linha avançada de sempre do Sporting e provavelmente a melhor do futebol português. Eu vou mais longe: para mim foi a melhor avançada do universo, melhor ainda que a dupla Postiga/Saleiro. Tenho muito orgulho em saber que foi o meu avôzinho quem montou este quinteto fantástico.
Aqui está ele a afinar os violinos. Quando chegou a presidente já lá estavam o Peyroteo, o Albano e o Jesus Correia. O meu avô juntou ao grupo o Vasques e o Travassos e fez com eles uma sociedade chamada Cofril para lhes garantir emprego e não sairem do Sporting.
Este é o Azevedo, o guarda-redes da equipa dos Cinco Violinos. Por trás de uma grande equipa está sempre um grande guarda-redes como era o caso do Azevedo. Chegou a jogar de braço partido. Naquela altura não havia substituições e os jogadores não eram as flores de estufa que são hoje em dia.
O Manuel Marques, também conhecido pelo mãozinhas de ouro, foi durante 40 anos o massagista do Sporting, de todas as modalidades.
Fernando Mamede, campeão de atletismo e campeão das neuroses. Quando estava em dia sim era campeão da Europa. Quando estava em dia não nem arrancava.
Este era um campeão de todas as maneiras e feitios. Lembro-me de assistir à maratona de Los Angeles, a altas horas da madrugada, e de ver o Carlos Lopes em directo a ser campeão olímpico. O primeiro de sempre. Dizem que comia um cozido à portuguesa antes das corridas.
Os gémeos Castro não chegaram ao nível do Carlos Lopes e do Mamede, mas também fizeram história no atletismo do Sporting.
Esta pançada que o Boloni teve no primeiro ano como treinador do Sporting, Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça, muito deve ao Jardel. Foi o único treinador do Sporting a conseguir esta proeza, dos três títulos no mesmo ano. Ficou para a história.
Sem público nas bancadas foi o que aconteceu ao Sporting em Belgrado num jogo da UEFA contra o Partizan. O jogo foi à porta fechada porque o estádio estava interdito. Os adeptos tinham-se portado mal no jogo anterior.
A três dias da final da Taça das Taças, que o Sporting ganhou, o Hilário facturou a tíbia e o perónio numa jogada acidental num jogo contra o Setúbal. Foi da cama do hospital que assistiu ao jogo e que mandou um telegrama a desejar boa sorte à equipa.
Figo versus Ronaldo. No outro dia tive uma "discussão" com um amigo que me dizia que o Ronaldo não era tão bom como o Figo. Que o Figo no seu auge foi melhor. Obviamente não concordei, daí ter sido uma discussão. O Ronaldo, apesar das unhas pintadas, da pochete e dos saltos altos, foi o melhor jogador que alguma vez vi jogar ao vivo. Para mim está a anos de luz do Figo. Mesmo o Eusébio não acredito que fosse tão bom. O Ronaldo é um monstro do futebol e se continuar assim pode chegar ao Olimpo onde estão o Pelé e o Maradona.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Meu 1º Livro do Sporting

Para acabar o ano em beleza aqui está "O Meu primeiro livro do Sporting", todo desenhado por mim, só por mim, todo meu, só meu, está todo lá dentro!
O ano passado saiu o Meu primeiro livro do Benfica ilustrado pelo Ricardo Galvão. Este ano calhou-me a mim a tarefa de desenhar 70 ilustrações + capa para o livro do Sporting. Mais uma vez os textos estiveram a cargo do Pedro Vasco, esse grande jornalista também sportinguista.

O lançamento foi na terça-feira passada, no Circo Victor Hugo Cardinali (outro sportinguista, curiosamente domador de leões) na festa de Natal do Sporting. Estive sentado ao lado do Daniel Carriço (autor do prefácio) a fazer dedicatórias para os filhos dos outros jogadores que iam passando pela nossa banca à entrada.

Gostei do Daniel Carriço, fartámo-nos de conversar. Basicamente perguntou-me se eu sabia onde era a casa de banho e respondi-lhe que não. Fiquei com a sensação de que, com este capitão, podemos ficar seguros que nunca há-de apodrecer na macieira de Alcochete como o seu antecessor.


A Naide Gomes também promoveu o livro, ia dando autógrafos e tirando fotografias com quem passava.

O Levezinho parece que gostou do livro e do seu boneco.
Aqui está o boneco, a pôr álcool nos pés, por causa do frio, antes de entrar em campo num jogo na rússia. Não está perfeito mas percebe-se pela crista que é o Liedson.
A caminho do dito circo, lá para os lados da Expo, estava atrasado e meio perdido, quando o editor ligou-me a dizer para me despachar que aquilo já estava cheio de lagartada. Respondi-lhe "mas isso é óptimo, é no meio da lagartada que estou bem".
Este livro é para a malta jovem, mas qualquer sportinguista de qualquer idade deve comprá-lo. É uma óptima maneira de conhecer a história do nosso clube através das 70 passagens mais importantes dos cem anos do sporting.
Cada história tem um número, esta é a 18 e fala sobre os 5-0 ao Manchester United em 1964. Bons tempos.
A mítica porta 10 A agora pendurada na fachada do novo estádio.
Os penalties do Damas.
O Leão dos bigodes, Jorge Gonçalves e as suas famosas unhas. Aqui tenta acordar um leão que dormia numa jaula enquanto decorria um jogo entre o Sporting e o Ajax em Alvalade.
O Iordanov festeja em cima da estátua do Marquês a vitória do Campeonato Nacional passados 18 anos de jejum.
Pela primeira vez, seguindo a sugestão do editor, coloquei este livro numa página do Facebook. Quem quiser pode seguir este link e tornar-se "amigo" do livro. Espero que gostem!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Senhor Polícia

O senhor polícia não está na lista dos meus espécimes preferidos. Aliás, está nos antípodas das minhas preferências. Prefiro os ladrões aos polícias. Prefiro ser assaltado por um gangue armado do bairro do Pica-Pau do que ser parado pela polícia numa operação stop. É garantido que, no segundo caso, me vão ao bolso.

Há vários elementos comuns nas fácies dos agentes da autoridade: prepotência, arrogância e nhurrância (de nhurro). Além de que estão sempre de perna aberta. Todos, sem excepção.
Devem ter na Academia uma disciplina que lhes ensina esta posição. Imagino o seguinte horário: 8:30 Tiro defensivo, 9:30 Técnicas de combate com bastão 10:30 Perna aberta...

Acredito que os polícias eram pessoas normais até ao dia em que vestiram a farda pela primeira vez. Aquela farda transfigura quem a usa tal como o anel Um do Senhor dos Anéis transfigurou o Sméagol em Gollum. Usar uma farda e um distintivo dá a volta à cabeça de qualquer um.

Os polícias têm o poder absoluto, podem fazer o que quiserem, inclusivamente decapitar pessoas nos interrogatórios. Morro de medo da polícia e do perigo público que representa.

Foi neste enquadramento que me surgiu uma oportunidade estranhíssima de representar... exactamente... ora vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=6h2craya7xg>



Pois é, o senhor polícia deste filme sou eu! Um pai de um amigo do meu filho que também é meu amigo, o que faz de vizinho neste filme (na vida real não tem aquela cabeleira) trabalha com o Nuno Markl nas Produções Fictícias. Em conversa informal, sabendo eu que ele faz regularmente sketchs para a TV, ofereci-me para fazer de figurante. Disse-lhe "se algum dia precisares de um tipo para levar um tiro, de um carteiro para entregar uma carta ou de um polícia para passar uma multa, por exemplo, podes contar comigo."

Mal sabia eu que dois dias depois estavam-me a ligar da produção a pedir medidas de calças e de cabeça (para o chapéu) para fazer de polícia neste sketch.

Foi uma óptima oportunidade de conhecer pessoalmente o "cromo" do Nuno Markl e ainda por cima contracenar com ele. Mal sabia ele que estava a lidar com um actor completamente amador. A minha última representação tinha sido a fazer de Menino Tonecas, numa peça da escola, na segunda classe.

Adorei a experiência.

Mas para a próxima o meu cachet será mais alto.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Caretas da República - Parte 3

A terceira parte da República começou no dia 25 de Abril de 1974 e valeu-nos um feriado nacional. Confesso que já estou farto da República, este ano foi uma overdose sobre este tema por causa das comemorações do centenário. É a última vez que falo sobre este assunto e sobre este livro.

Aqui está o resultado actual desta brincadeira chamada República. Um homem que parece um boneco de cera autómato, que come bolo rei de boca aberta, que nunca tem duvidas, nunca se engana e que usa o palácio de Belém para as festas da família.

Aposto que leva os restos da comida desse mesmo palácio para as suas férias de verão.

Confesso também, hoje estou numa de confissões, que o 25 de Abril diz-me pouco, pois nessa altura ainda andava de fraldas sem perceber nada de política. Ainda hoje não percebo nada de política e de vez em quando ainda uso fraldas.

Estes rapazes dentro da bóia são a Junta de Salvação Nacional. Comprem o livro e saibam mais detalhes sobre eles.

Costa Gomes foi o 15º Presidente da República. O seu reinado durou apenas 2 anos. Tem todos os condimentos para uma caricatura. Mais um militar que esteve à frente dos desígnios do nosso país. Foram tantos os militares a governar que podia ter feito copy/paste com as fardas dos bonecos.

Naqueles primeiros tempos da Democracia, tal como nos primeiros tempos da República, os governos não se aguentavam muito tempo. Uns atrás dos outros. Estes bonecos são do I Governo Provisório pós 25 de Abril. Da direita para a esquerda vemos o Primeiro-Ministro Adelino Palma Carlos, Almeida Santos, Mário Soares, Salgado Zenha, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal, todos ministros de qualquer coisa.
Logo a seguir vemos o II Governo Provisório com o Vasco Gonçalves e o Melo Antunes à cabeça.

Quando vejo o Eanes lembro-me sempre do personagem Eanito do Augusto Cid que tive o prazer de conhecer pessoalmente este ano no Amadora Cartoon. Não o Eanito mas sim o Augusto Cid.

Cá está, mais uma farda.

Esta Aliança Democrática durou pouco tempo porque alguém se lembrou de explodir com o avião onde ia o homem que estava a endireitar o país. Nunca mais me esqueço de uma anedota horrível que apareceu no dia a seguir a este trágico acontecimento. Era assim: "Sabias que o cozinheiro da TAP foi preso?" Então porquê? "Porque deixou assar o Carneiro!" Lembro-me de ter ficado chocado com esta história, como era possível alguém inventar uma coisa destas numa altura tão triste?! Ainda por cima não tem graça nenhuma.

Na altura era filiado no PPM, não por convicções políticas mas porque a sede era perto de minha casa e um amigo meu conveceu-me a aderir a esta causa. Na altura não percebia nada de política. Ainda hoje não percebo de política e de vez em quando ainda uso fraldas.

Maria de Lurdes Pintasilgo foi Primeira-Ministra tendo chefiado o V Governo Constitucional de Julho de 1979 a Janeiro de 1980. Foi a única mulher portuguesa a ocupar este cargo. Foi pena outra mulher não estar a ocupar neste momento o mesmo cargo, em vez do engenheiro que por lá anda a enterrar o que resta deste país.

Para acabar aqui está o monstro do pântano que apesar de só saber dialogar em vez de governar e de não saber fazer as contas do pib era muito melhor do que o engenheiro que por lá anda a enterrar o que resta deste país.

domingo, 31 de outubro de 2010

Caretas da República - Parte 2

Os primeiros anos da imberbe república portuguesa foram de tal maneira desastrosos que tinham de acabar mal, tinham de acabar com um golpe militar que aconteceu em 1926. Parece que foi um tal de Mendes Cabeçadas que entrou à cabeçada por Portugal "adentro", restabelecendo a ordem, impondo à força o Professor de Economia Política e Finanças, António de Oliveira Salazar, como Ministro das Finanças.
Para Presidente da República desta nova modalidade de regime, escolheram por decreto um Marechal... Óscar Carmona. Manteve-se no cargo durante 25 anos e morreu em pleno exercício das suas funções no Palácio de Belém.
Tal como as personalidades da Primeira República estas também são um mimo para qualquer caricaturista, bigodes, narizes, orelhas e carecas em barda.
Em 1933 fizeram um fato à medida de Salazar. Redigiram uma nova Constituição em que todo o poder ficava concentrado no Presidente do Conselho de Ministros, ou seja, em Salazar. Era esperto o rapaz. Durante quarenta anos conseguiu manter esse estatuto. Como era um ditador light ninguém se chateou muito durante esse tempo. Tendo em conta os outros ditadores contemporâneos de Salazar que proliferavam por essa Europa fora, acho que tivémos muita sorte com o nosso seminarista.
Pelo caminho, foi eliminando quem lhe fazia frente tal como o General "sem medo" Humberto Delgado. Sem medo não era bem assim, como podem ver pelas fotografias e por esta caricatura, este general tinha medo de assumir a careca. Era daqueles que puxava o cabelo de trás para tapar à frente.
Com ou sem penteado, não se safou de uma emboscada PIDEsca liderada por Rosa Casaco. Sim, esse mesmo, que anos mais tarde andava a passear livremente que nem um passarinho por Lisboa a dar entrevistas aos jornais.
Se Salazar tivesse sabido sair a tempo, antes do país estar no buraco em que ainda hoje se encontra, aquele prémio do Melhor Português de todos os tempos faria mais sentido, não teria sido tão escandalosa a sua atribuição. O problema é que quando um político se agarra ao poder nunca mais larga o osso. Se aquela cadeira não se tivesse partido o buraco ainda teria sido maior.
Marcelo Caetano recebeu uma herança pesada e nem com uma primavera conseguiu mudar o rumo dos acontecimentos. Nem com as suas conversas em família conseguia disfarçar o indisfarçável. Os dados estavam lançados e uma nova revolução era inevitável.

Se quiserem saber mais sobre estas e outras histórias dos 100 anos da República Portuguesa... comprem o livro. Está lá tudo.

Se quiserem um autógrafo dos autores podem aparecer na livraria Wook do Dolce Vita Tejo Amadora no dia 27 às 16h, que lá estaremos.