terça-feira, 15 de junho de 2010

Vuvuzelas não!!!

Este blog tem estado parado o que é um óptimo sinal. Quer dizer que tenho estado atarefado com trabalho a sério e com pouco tempo para os bonecos.

Quando a minha filha, no outro dia, chegou a casa e me pediu 5 euros para comprar um bocado de alcatifa que o Papa Bento XVI tinha pisado, estive quase para fazer um post sobre o tema, mas depois deixei passar o momento.

Quando o Benfica foi campeão também estive para fazer um post, em jeito de catarse, mas mais uma vez faltou-me a motivação.

Quando o Sócrates aumentou os impostos sob o pretexto de que o mundo tinha mudado em dois dias… idem, idem, aspas, aspas!

Enfim, motivos para posts não faltaram nestes últimos tempos, mas precisava de alguma coisa mais forte que me fizesse sair do marasmo em que me encontrava.

E foi nesse enquadramento que vi algo verdadeiramente aterrador e que me motivou a escrever este post: os penteados dos jogadores da Selecção Nacional!

Como é que é possível!!! Estão cada vez piores. São horas de treino perdidas para conseguirem ficar com os cabelos daquela maneira! Não quero ser um velho do Restelo mas aquelas cristas não auguram nada de bom. Não há memória de algum jogador ter erguido uma taça do mundo naquelas figuras!!!

No campeonato da cosmética somos os campeões!

Fiz questão de escrever este post antes da Selecção Nacional entrar dentro de campo, basicamente para dizer que não estou convencido. Esta equipa mais os seus penteados não me convencem. Mesmo que ganhem o Mundial não vou ficar convencido. Nem com um Ronaldo a 1.000 à hora ou com um Rúbem Amorim a 5.000 ou com o cabeleireiro da selecção a 10.000 eu vou ficar convencido.

Nem que o Queiroz prometa passear-se nu pelo Marquês de Pombal!

Nem com o Drogba no estaleiro!

Mas pior do que o Carlos Queiroz ter escolhido o Feeling como hino inspirador para a nossa campanha, ou que as reportagens da Selecção na Covilhã, ou que as conferências de imprensa dos jogadores… pior do que tudo isto são as vuvuzelas!!!!

Quem foi o gajo que inventou o raio da vuvuzela!!!! Que chatice! Ver um jogo com o barulho das vuvuzelas de fundo é pior do que um mosquito a zumbir no nosso ouvido numa noite de verão! O inventor da vuvuzela, o John Vuvuzela ou lá quem for, bem podia enfiar o raio da corneta num certo sítio em vez de a ter comercializado!!!!

Vou para a cama a ouvir o som das vuvuzelas.

Viva Portugal! Vamos a eles! Viva a Argentina!

Este Drogba entrou no livro das Caretas do Mundial de 2006.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Freud

Matar o pai para ficar com a mãe? Será que alguma vez tal coisa me passou pela cabeça? Gostava de acreditar que a infância é a idade da inocência e que não nascemos com instintos assassinos. Pelo sim ou pelo não, vou trancar a porta do meu quarto à noite, não vá o meu filho ter ideias.

A mulher é um ser castrado que tem inveja do pénis do homem!? Gostava de acreditar que a mulher gosta do seu corpo tal como é e se sente bem com os seus atributos. Pelo sim ou pelo não vou esconder as facas lá em casa.

Foi por estas e por outras que Freud marcou profundamente o pensamento do século XX e continua a ser um dos homens mais discutidos da história das ideias. Ainda hoje estas teorias não são fáceis de engolir. Naquela sociedade vienense, moralista e conservadora não devem ter achado graça nenhuma, deve ter sido escândalo atrás de escândalo!

Como cientista, Freud pensou e teorizou sobre a natureza humana mas também observou e fez experiências com muitos seus pacientes. O facto de ter estudado os orgãos sexuais das enguias, já mostrava desde cedo, tendências estranhas. As pesquisas que fez com cocaína, em que ele próprio era a cobaia das suas experiências, também explicam muita coisa.

O mérito de ter aberto um novo continente (psicanálise) ninguém lhe tira. A possibilidade de termos um mundo subterrâneo inconsciente que não controlamos é assustadora. Torna-nos vulneráveis. Os preconceitos em relação à psicanálise ainda estão na ordem do dia. As pessoas não sabem lidar com a sua própria complexidade, nem com as zonas obscuras do seu eu. Se realmente o desejo sexual é a motivação determinante do comportamento humano também não abona muito a nosso favor. Esta nova visão da infância em que a criança é um perverso polimorfo arrasa com muitos ideais mais cómodos e pré-concebidos.

Mesmo que os seus méritos literários fossem melhores do que as suas descobertas científicas o património que Freud nos deixou é inesgotável. Temos um mundo fabuloso por explorar que é a nossa mente, mas é preciso ter coragem para fazer a viagem. O Auto conhecimento é determinante para a nossa felicidade.

O ser humano ainda tem um longo trabalho de divã pela frente.

Há por aí muito boa gente que nem com divã, só mesmo com internamento imediato!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Timidez de Deus

Há dois assuntos que me interessam em especial. Um é o Sporting (que está arredado deste blog enquanto esta época decorrer) e o outro é Deus!

A época Pascal é propícia a este segundo tema, já passou mas faz de conta que ainda decorre. Este blog está como o país, atrasado.

Como introdução tenho de fazer uma revelação. Estão na moda as revelações cibernéticas, ainda agora o Ricky Martin se assumiu como homossexual no seu site. Aproveito a ocasião e este blog para revelar a minha orientação religiosa: Sou Católico! É verdade, e daqueles que vão à missa e tudo.

Pronto, já está! Tirei este peso de cima! Agora é que nunca mais arranjo trabalho em lado nenhum. Talvez no BCP.

Apesar de estar na moda fazer revelações na worl wide web, não está na moda ser católico. Nesta matéria sempre fui arcaico! Sou católico mas com algumas nuances, há mandamentos que não sigo à risca, como por exemplo o não matarás ou o não cobiçarás a mulher do próximo!

E porque é que sou católico, perguntam-me vocês!? Ou melhor, porque é que sou cristão? Porque sou um interesseiro! Estou interessado em arranjar um bom tacho, o equivalente a admistrador da PT na vida eterna. Estou como o São Pedro, para quem me hei-de virar se só Tu (Jesus) tens palavras de vida eterna?!

Por acaso os muçulmanos também falam numa vida eterna e ainda por cima na companhia de 70 virgens, mas para isso teria de explodir em público e isso não faz o meu género. Sou mais do género de explodir em privado!

Até tinha um bom spot para explodir, ali para os lados da segunda circular, onde se têm registado enchentes com uma data de infiéis todos contentes que seguem um falso Jesus! Mas se explodisse teria de levar com as 70 virgens que também não fazem o meu género. Sou mais do género de 70 mulheres experientes!

Como vos disse, Deus é um assunto que me interessa. E espero que seja recíproco, que eu também seja um assunto que interesse a Deus. Às vezes tenho dúvidas e penso que sou só mais uma formiga perdida e esquecida na imensidão do universo. Mas a resposta aos meus apelos tarda mas não falha. Nunca é como queria, mas não deixa de ser uma resposta à chamada.

Esta introdução toda para chegar ao cerne da questão deste post. A timidez de Deus! Lembrei-me desta possibilidade, da razão de ser do seu silêncio ser a timidez?! Que além de Omnipresente, Omnipotente e Omnisciente também seja profundamente tímido! Se nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus e somos tímidos porque é que Deus não será também tímido, o maior de todos os tímidos?!?!

Esta característica explicaria muita coisa. Ele não se revela mais vezes e não intervém mais vezes neste mundo porque tem vergonha. Não é um Deus ausente, austero e inantingível, mas sim um simpático bonacheirão algo envergonhado.

Se nós somos a sua criação e demos para o torto é perfeitamente normal que tenha vergonha de nós.

Espero que Deus, para além de todas as qualidades que se lhe reconhecem, também tenha sentido de humor, senão ainda levo com um raio na cabeça depois deste post!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Telemóvel

Ainda me lembro como se fosse hoje, do furor que foi quando um amigo meu anunciou que o seu pai tinha um telefone no carro. Ficámos todos muito impressionados. Ainda mais impressionados ficámos quando apareceram os primeiros “tijolos” com antenas, que pareciam uns walkie talkies da segunda guerra. Esse mesmo pai também foi um dos primeiros a ter um desses telemóveis pré-históricos. Hoje em dia, à conta de ter estado sempre na vanguarda tecnológica, esse pai, está com o cérebro frito, tipo vegetal, a beber chá por uma palhinha.

Os telemóveis têm muitas qualidades, mas vou debruçar-me essencialmente sobre o lado negro desses aparelhos ambulantes.
Em primeiro lugar, fazem mal à saúde. Alguém fez um teste (provavelmente uma universidade americana) colocando um ovo cru entre dois telemóveis e passado uns tempos o ovo cozeu. Imagino que essas ondas hertzianas que cozem ovos também cozam miolos. Suspeito que muitos dos meus esquecimentos sejam da responsabilidade do telemóvel. Ainda no outro dia, quando me esqueci de comprar o leite que a minha mulher me pediu, tive de explicar  “Ó querida, entretanto fiz umas chamadas e o telemóvel queimou essa informação!”

Além da saúde física, os telemóveis também fazem mal à saúde financeira. É cada chimbalau no fim do mês!!! Sem saber como, fiquei refém do raio do objecto, faço chamadas compulsivamente como se não houvesse amanhã. Quando chega a factura, acordo para a vida e durante uns dias sigo à risca uma dieta de chamadas. Mas a meio do mês, lá estou de volta a disparar chamadas e sms em todas as direcções.

O telemóvel trouxe ao de cima alguns problemas de etiqueta sem precedentes. Pessoas que eu tinha em boa conta revelaram a sua verdadeira natureza quando se viram com um destes aparelhos portáteis nas mãos. Deviam fazer um upgrade à sua educação em função desta nova realidade, aprender a desligar o telemóvel no cinema, a não fazer chamadas durante um almoço de amigos, etc.
Antigamente havia o tontinho da rua que gritava e gesticulava contra um interlocutor imaginário. Com o advento do telemóvel, esses tontinhos multiplicaram-se. Hoje em dia há um em cada esquina, a fazer as mesmas figuras, mas com um berloque na orelha.
O aparelho portátil com autonomia energética, que funciona em radiofrequência e permite efectuar ligações telefónicas (vulgo telemóvel) revolucionou muitos aspectos da nossa vida. Já não precisamos de estar cara a cara com a pessoa, tudo pode ser dito através do telelé. Isto aplica-se também à arte do namorico. Já não é preciso ter a pessoa amada, em carne e osso, à nossa frente, já não se usa o ramo de flores ou a serenata, basta um sms no timing certo e a conquista está feita!

Outro momento que o telemóvel assassinou foram as viagens no autocarro ou no metro em silêncio. Antigamente ia tudo calado, e podiamos observar as pessoas e imaginar as suas vidas. Hoje em dia há pouco espaço para a imaginação uma vez que as pessoas fazem questão de, alto e bom som, porem todos os passageiros a par dos seus dramas.

Tal como os carros, um bom telemóvel pode ser suficiente para dar estatuto a um indivíduo. Pode ser um zé-ninguém, mas se tiver um bom telemóvel é logo visto com outros olhos. Como exemplo, transcrevo aqui uma conversa que tive com um amigo meu:
— Sabes o A.F. tem o novo Nokia N900, é espetacular!
— O A.F.? Aquele que é um idiota?
— Sim, mas este Nokia tem GPS incorporado, 3G, USB, MP3...
— Sim mas não faz dele menos idiota, pois não?!?!?
— Mas tem um video 848x480 e um browser WAP 2.0/HTML!!!
— Sabes onde é que tu e o A.F. podem enfiar o dito Nokia 900!?!?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vieira da Silva


Resolvi adoptar, um sistema de quotas, no que a caricaturas diz respeito. De vez em quando convém variar e caricaturar uma mulher. Os homens são mais façanhudos, mais patéticos, mais ridículos e consequentemente mais caricaturáveis. Desta vez, para desenjoar, escolhi um exemplar excepcional do sexo oposto: Maria Helena Vieira da Silva.

Que senhora! Que categoria, que carisma, que trato, que simpatia que saudades desta época (que não vivi). Só privei com alguns exemplares (avôs, avós, etc.) do mesmo estilo, mas em fim de carreira. Uma geração que usava a palavra “formidável”.

Adorava ter conhecido pessoalmente a Maria Helena, de ter passado um serão com ela, e já agora com o seu simpático marido Arpad Szenes a comer scones e a beber chá, ou a comer ostras e a beber absinto, tanto faz, o que me interessava mesmo era conhecer a pessoa por detrás da obra.

Não me canso de olhar para os seus quadros. Há muito para ver e descobrir, muitos labirintos para nos perdermos, muitas matrizes e estruturas e emaranhados de rectas e rectângulos aparentemente sem saída que nos angustiam e comovem. Só tenho uma palavra para descrever a sua obra: Formidável!

Vieira da Silva afirmou em tempos, preferir a música à pintura e só não seguiu música por falta de talento. Os amantes de pintura agradecem. Mas através do pincel preencheu essa lacuna pois a sua obra está cheia de ritmo e musicalidade.

Teve a sorte de ter feito carreira lá fora, se por cá tivesse ficado teria sido mais um talento morto à nascença. Mesmo já internacionalmente conceituada, o seu país de origem não quis nada com ela. A certa altura da sua vida perdeu a nacionalidade, ficou apátrida. E esse rótulo assenta-lhe que nem uma luva, a si e à sua obra que são absolutamente universais.

Mais do que um Picasso ou do que um Matisse, queria ter uma Vieira da Silva a decorar a parede da minha sala. As cores do quadro “O Desastre”, ficavam a matar com os tons do meu sofá.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Casamento dos Homo Sapiens

Este título deve-se ao facto do homem, desde o tempo dos Homo Sapiens ou mesmo antes (Homo Erectus) ser Homo… Sexual. Ah, pois é! Esta questão não é de agora. Se o nosso amigo Sócrates está convencido que é um sinal de modernidade adjudicar o casamento dos homosexuais está muito enganado. Esta matéria existe desde a pré-história e teve o seu auge na época do seu homónimo da Antiguidade Clássica onde a homosexualidade era mato. O nosso Primeiro-Ministro é um retrógrado!

Este tema é complexo, não é fácil tomar uma posição. Quem diz que é a favor do casamento dos homosexuais “É um deles!” quem diz que é contra “É homofóbico!”. Sinto-me mais à vontade para falar do caso Sá Pinto ou das escutas do Pinto da Costa.

Mas para quê casar?! Em vez de aproveitarem as vantagens da sua especialidade para quê ter as mesmas chatices dos heterosexuais?! O desenlace do casamento é sempre o mesmo: o divórcio. Papeladas, pensões, tribunais, só estopadas, não se metam nisso!

Depois não se queixem quando levarem com o rolo da massa por chegarem atrasados a casa ou quando forem interrompidos a meio de um jogo de poker para irem mais cedo para casa fazer rolos de carne para o almoço do dia seguinte. Já para não falar dos jantares de família, das datas especiais, da desculpa das dores de cabeça, do candeeiro aceso da mesinha de cabeceira do lado, dos sogros a meterem o nariz e por aí fora.

Será que a maioria dos homosexuais quer mesmo casar? Esta história faz-me lembrar aquela história da velhinha que não queria atravessar a rua mas mesmo assim foi carregada ao colo por um batalhão de bons samaritanos.
Parece-me que há também um batalhão de bons samaritanos nesta contenda a assumir as dores dos homosexuais e que querem casá-los à força como se fossem uns coitadinhos desprotegidos e discriminados.

Toda a gente é discriminada. Hoje em dia um católico monogâmico de camisa xadrez e sapatos de vela é muito mais discriminado do que um homosexual. A discriminação está em todo o lado.

O referendo seria uma perda de tempo, ia bater todos os recordes de abstenção. Este é um assunto que não interessa à maioria das pessoas que estão mais preocupadas com o desemprego, com os empréstimos, com a hipoteca da casa, com os impostos e com a crise.

*os bonecos em cima são dois homens, mesmo o da esquerda.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Brasil meu irmão

O Brasil é muito “bacana”. O Rio de Janeiro, à parte as balas perdidas, é muito agradável. Chega a bater, em termos de beleza natural, Santa Comba Dão. Deus estava inspirado quando passou por esta parte do mundo e nem os prédios nem as favelas conseguiram dar cabo da paisagem. Bendita a hora em que o Pedro Álvares Cabral descobriu o caminho para este paraíso, ficámos para sempre ligados a esta terra.

Não percebo porque é que a Maitê Proença e companhia desprezam os seus progenitores. Deviam ler melhor os livros de história. Os brasileiros até tiveram sorte em terem os portugueses como colonizadores, se tivessem sido os espanhóis não teria sobrado um índio para contar a história. Ok, ultimamente, dos portugueses só usufruem do pãozinho quente pela manhã, mas nem sempre foi assim.
No passado, por exemplo, durante muito tempo, receberam aulas de etiqueta e boas maneiras da Senhora Dona Carlota Joaquina*.

Deixámos muito património no Brasil, a começar pela língua. Hoje em dia há algumas diferenças, mas a base é a mesma. Por exemplo, se me virasse para um brasileiro e lhe dissesse “Olá rapaz, colocar um autocolante no autoclismo cheio de rebuçados é extremamente piroso” ia ficar a olhar para mim a achar que eu era russo. Para me perceber (entender) teria de dizer “Oi moço, botar um adesivo na descarga cheia de balas é bem cafona”.

Para além de todas as maravilhas que há no Brasil para inglês ver também há maravilhas para albanês ver. São bem menos recomendáveis mas também têm o seu encanto. Estou a falar das favelas e da sua famigerada violência.

O Homem é um selvagem! Não vale a pena virem defender a espécie “Ai coitadinho, é tão sensivel, comove-se tanto…” O “tanas”! O Homem é uma besta!
A história da humanidade é feita de guerra, sangue e morte e não dá sinais de abrandamento. A primeira coisa que o homem aprendeu foi a bater com um pau na cabeça de outro homem, depois evoluiu para a espada... pistola, mais recentemente para a bomba atómica e por aí adiante.

“Ai as crianças coitadinhas são tão inocentes…” O “tanas”! As crianças são umas bestas! Nascem logo de garras afiadas prontas a limpar o sebo ao colega do berço do lado. O Homem em qualquer fase da vida é um predador, uma máquina de destruição maciça, uma besta!

Voltando às favelas, aqui a violência encontra-se no estado mais puro e pré-histórico de selvajaria. A esperança de vida numa favela é de 25 anos. No filme Tropa de Elite percebe-se bem esta cultura da violência, dos bailes funks e dos microondas.**

Apesar da violência, não me importava lá viver. É o nosso país irmão, somos da mesma família, para mim o Liedson, o Polga e o Pedro Silva são meus primos. A nossa selecção devia ter 11 brasileiros, só tinhamos a ganhar com isso! Viva o Brasil, o Carnaval, a caipirinha, Grumari, Parati, Ubatuba, Tabatinga e os índios Guarani.

Aproveito este primeiro post de 2010 para desejar bom ano a todos. Fiz umas alterações de início de ano na decoração aqui do estaminé, retirei o símbolo gripe H1N1 (uma verdadeira desilusão, este vírus) e substituí-o por um gambuzino.

Este blog vai continuar o seu caminho, num ritmo mais lento do que no ano passado, porque o tempo, infelizmente, escasseia.

*Era espanhola mas não interessa para o caso. Foi Rainha de Portugal.

**É a maneira como os traficantes “assam” as personas non gratas. Empilham uns pneus, põem lá dentro a vítima e pegam fogo.