Mais um boneco que saiu na saudosa MAGAZINE - Grande Informação acompanhado pelo respectivo texto (bastante datado, o Bush ainda era presidente). Este é o caso típico em que o orginal supera em rídiculo qualquer caricatura que se faça.Hugo Chavez
Não estava nos meus planos fazer um boneco sobre uma figura de um país como a Venezuela (sobre este país sei que a Miss Venezuela é sempre uma das finalistas no concurso Miss Mundo e pouco mais). Mas nestes últimos tempos, o seu presidente tem feito tanto barulho, tem deitado tantos foguetes, tem cantado de galo tão alto, que acabou por conquistar um lugar no meu influenciável coração de caricaturista.
É mais um para a colecção de ditadores doidos varridos que proliferam por esse Mundo fora e que nascem como cogumelos, em especial, na América Latina. Ainda aparecem, nos dias de hoje, personagens dignas dos livros do Tintim. Hugo Chavez nem é especialmente original. O tipo de discurso anti-americano, anti-globalização, anti-tudo, já está mais do que gasto. Repete a lenga-lenga do Fidel Castro e está em biquinhos de pés para o suceder. A importância que conseguiu alcançar deve-se ao facto de estar carregadinho de ouro negro até ao tutano. Nos dias de hoje o tempo de antena dos ditadores mede-se pelo número de barris de petróleo que cada um tem.
O mais extraordinário é que insulta o país que é o seu principal cliente. Tem tanto petróleo que até se dá ao luxo de chamar burro, assassino, bêbado, atrasado mental, ao presidente do país mais poderoso do Mundo. Disse que cheirava a enxofre, em plena sede da ONU, depois de o demónio (Bush) ter passado por lá.
Internamente vai tentando passar uma imagem de democrata. Tem um programa de televisão, “Alô Presidente”, em que supostamente interage com o país e de vez em quando faz uns referendos para mostrar que se interessa pela opinião do povo. Quando o resultado não lhe interessa vem ao de cima o seu fair-play e solta uns quantos “grande mierda”.
A conclusão que se pode tirar é que não estamos preparados para viver em democracia. Já fizémos umas quantas tentativas, houve boas intenções, mas acabamos sempre por regressar ao modelo mais fácil: a ditadura.
O problema não está na democracia em si, está nas pessoas, são geneticamente corruptas. Mesmo os países supostamente civilizados não gostam muito dos verdadeiros democratas.
Há um ditador em cada um de nós e no fundo gostamos de tipos como o Hugo Chavez. Nós, os portugueses em particular, recebemos todo o tipo de facínoras de braços abertos, com um sorriso rasgado e palmadinhas nas costas. O que mais me chocou na visita do Hugo Chavez a Portugal foi a descrição que ele fez do povo português. Em tom paternalista disse que éramos uns padeiros muito trabalhadores. Se não fôssemos tão submissos e politicamente correctos, deveríamos ter dado um murro na mesa e soltado um "Por que não te calas?!"
































